Lohengrin


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Wagner descobriu as lendas de Tannhäuser e de Lohengrin na mesma época, em 1841, logo que ele passou a residir em Paris, lendo o poema épico francês “Le Chevalier au cygne”. Ele se entusiasmou tanto por esse personagem que escreveu muito rapidamente um cenário em prosa, depois transformado num poema dramático, logo que retornou a Dresde, onde ocupava a função de chefe da orquestra do teatro da Corte. Somente em 1846 ele começou a dar forma musical ao texto do libreto, para os cantores de Dresde e instrumentação. Consciente do fato de que o segundo ato seria o mais difícil, ele compôs depressa o terceiro ato e depois o primeiro, deixando o segundo ato e o prelúdio para o fim. Concluiu um esboço completo da ópera em agosto de 1847. A partitura integral da ópera foi concluída em março de 1848 e, em setembro do mesmo ano, dirigiu o final do primeiro ato num concerto. Como se envolveu na revolta de Dresde de 1849, tendo de abandonar a cidade, foi Liszt que, a pedido de Wagner, executou a primeira representação da ópera em Weimar, em 28 de agosto de 1850, com uma orquestra de apenas trinta e oito músicos. Como a obra não alcançou um grande sucesso na estreia, em razão das circunstâncias que presidiram a sua criação, ela foi reprisada fora de Weimar. Wagner somente veio a assistir uma montagem da ópera em Viena, em 1861. As premières de Londres e de São Petersburgo se deram em 1868. Quando Wagner compôs Lohengrin, sua sexta ópera (contando-se Die Hochzeit, Die Feen e Rienzi), Wagner tinha trinta e cinco anos de idade e possuía já uma grande experiência no campo da música dramática. Ele tinha se aventurado pela primeira vez no gênero da ópera quando tinha dezenove anos e escreveu o libreto de “Die Hochzeit” (As Núpcias).

Lohengrin constitui, primeiramente, um conflito histórico entre a cristandade e o paganismo. Ortrud é um produto da imaginação wagneriana e seu apelo aos deuses da mitologia alemã, revelava que, para ela, o novel cristianismo seria uma heresia e que a força dos deuses e da natureza terminariam por triunfar. Assim, a metamorfose do cisne em um menino, no final da ópera, aparece como o apogeu de uma luta entre os deuses da mitologia, que o haviam transformado em um cisne, e Cristo, o novo deus, que triunfa quando lhe dá de volta a forma humana.

Dedução sobre o Lohengrin de Wagner: o ser superior, puro e superdotado, vem até o ambiente comum dos homens e não quer ser inquirido sobre sua origem; quando a pergunta fatal lhe é dirigida, exatamente por aquela a quem ama e que deveria cumprir os seus votos, retorna dolorosamente à sua proveniência e cheio de aflição à sua vida superior.

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