O Anel de Nibelungo





Aviso: O tempo de download dos libretos em PDF ou ePUB variam, podendo demorar até alguns minutos dependendo da conecção, principalmente em tablets.

O Anel do Nibelungo é o nome dado por Richard Wagner para o conjunto das quatro óperas que compõem dramas musicais de uma saga da mitologia alemã: O Ouro do Reno, a Valquíria, Siegfried e o Crepúsculo dos Deuses, também chamado de “tetralogia”. Apenas Wagner explica a origem do Anel, pois na EDDA, quando é mencionado pela primeira vez, já está na posse do gnomo Andwarn (Alberich). Embora a lenda tenha surgido às margens do Reno, difundiu-se rapidamente entre os povos nórdicos, encontrando sua primeira forma escrita na Edda Poética. Wagner deu nomes próprios alemães aos heróis da saga dos nibelungos.

As fontes da mitologia germânica lhe mostraram Siegfried como homem, juvenil e belo, usando a linguagem do sentimento, nas inúmeras variações do verso aliterado. Mas, ao invés de versos longos da antiga versificação germânica, preferiu o verso curto, de duas ou três arsis, numa linguagem espontânea e bela que traduz com perfeição o vigoroso conteúdo da frase. O tema do amor entre os irmãos Siegmund e Sieglinde foi tomado diretamente da “Voelsungsaga”; a figura do anão Mime, da “Thidreksaga, e os pormenores da morte do heroi na floresta, do “Nibelungenlied”.

A maldição que, na Edda, é proferida pelo anão Andwar e, em Wagner, por Alberich, inicia o seu ciclo que somente findará quando o ouro retornar ao seu elemento primordial, não escapando ao seu fascínio nem Odin (Wotan). Nos poemas édicos, a primeira vítima é o gigante Hreidmar, que morre transpassado pela espada do filho Fafnir; e, em Wagner, o gigante Fasolt, morto pelo irmão Fafner.

Siegfried e Brünnhilde, libertados da servidão dos deuses, puderam consumar a obra redentora, devolvendo o ouro à fonte primitiva, com a vitória das forças do bem; as águas do Reno inundam o palácio dos “Gibichungen”, e as náiades exultam de alegria recuperando o anel nefasto, no final do Crepúsculo dos Deuses.

Depois de sua iniciação literária, ainda quando criança, e da publicação dos primeiros escritos em prosa, que, em Paris lhe garantiram a subsistência, Wagner integrou-se rapidamente ao Romantismo, cujas ideias coincidiam em toda a linha com suas aspirações artísticas servindo-lhe, além do mais, como disciplina e limite à exuberância de seu gênio criador. Desafios específicos foram lançados por Wagner, relativos ao papel da música e do drama na sociedade, à condição social do compositor e à necessidade de se adotar uma abordagem progressista da harmonia, da tonalidade, da forma e da organização rítmica. Sua crítica à ópera da época era dirigida tanto ao papel reservado ao músico quanto ao público que cultivava o luxo e a moda. O que se esperava do músico, segundo Wagner, era proporcionar todas as noites um divertimento que era preguiçosamente assimilado pelo público das grandes cidades, dissimulando seu cansaço e seu tédio. A crítica era dirigida, além disso, à figura do filisteu, preocupado somente com o glamour social e não com o significado artístico das obras: “Nosso público que vai ao teatro não tem necessidade de obras de arte; ele quer se divertir, quando toma seu lugar diante do palco, e não se concentrar. Falar de ópera, nessas condições, não era falar de arte, mas de um ‘artigo da moda’.” Achava que era uma verdadeira loucura querer voltar essa instituição para um fim oposto, isto é, aplicá-la para arrancar um povo de seus interesses vulgares e elevá-lo ao culto e à inteligência daquilo que o espírito humano pode conceber de mais profundo e maior.

Friedrich Nietzsche escreveu que a ”poesia de Wagner expressava tal prazer com a língua alemã, estabelecendo com ela uma relação tão afetuosa e sincera como não sentimos, com exceção de Goethe, em nenhum outro alemão. Sensualidade da expressão, concisão surpreendente, força e variação rítmica, uma riqueza notável de palavras vigorosas e expressivas, uma simplificação da estrutura da frase, uma inventividade quase única na linguagem das emoções flutuantes e do pressentimento e, por vezes, uma popularidade e proverbialidade que brotavam com tal pureza – poderia enumerar todas essas qualidades e, ainda assim, faltaria sempre acrescentar a mais poderosa e admirável dentre todas”. Ao ler dois poemas como Tristão e Isolda e os Mestres Cantores, um após o outro, sentia, com relação à língua que se expressava em palavras, um espanto e uma dúvida semelhante ao que diz respeito à música: como foi possível reinar como criador sobre dois mundos tão distintos em forma, cor, disposição, assim como em alma? (conf. “Wagner em Bayreuth”, cap. 9). Escreveu que Wagner foi o primeiro a reconhecer as lacunas intrínsecas ao drama falado, que deu ao processo dramático uma tripla expressão, através da palavra, do gesto e da música; a música transmitia imediatamente as profundas emoções dos personagens do drama para a alma dos ouvintes. Como músico conferiu uma linguagem a tudo na natureza que até então não quisera falar: nada deveria ficar mudo. Aurora, floresta, névoa, abismo, cume das montanhas, calafrios noturnos, brilho da lua, etc. A música anterior a Wagner, tomada em seu conjunto, possuía estreitos limites: referia-se aos estados duráveis do homem, ao que os gregos chamavam de “ethos”, e somente com Beethoven começou a descobrir a linguagem do “pathos”, do querer apaixonado, dos dramas do interior do homem. Ainda Nietzsche (op. cit.): “Considere-se a relação existente entre a melodia cantada e a melodia falada – o modo como ele trata a altura, a intensidade, o ritmo da fala do homem apaixonado como modelo natural a ser convertido em arte; considere-se, também, para poder aprender uma arte milagrosa da superação de dificuldades, o modo como ele integra essa paixão que canta no conjunto sinfônico da música. Sua inventividade, tanto nos detalhes como no conjunto, a onipresença de seu espírito e de seu zelo são tais que acreditaríamos, ao observar uma partitura wagneriana, não ter havido antes dele nenhum verdadeiro trabalho e esforço. O escritor Wagner mostra a aflição de um homem corajoso. Dizia não conhecer nenhum escrito estético tão luminoso quanto os de Wagner. No cap. 9 (op. cit.) escreveu: “A sã razão nos guarde da crença de que a humanidade um dia encontrará um regime ideal e definitivo e que a felicidade, como o sol dos trópicos, brilhará com os mesmos raios sobre homens de um tal modo ordenados.”.

Wagner escolheu do teatro grego a confrontação de pares de personagens, a possibilidade de encadear episódios sucessivos pelos temas da culpa e da maldição e, também mesmo, o princípio do “leitmotiv” (na maneira usada por Ésquilo, de imagens recorrentes).

Na métrica de seus versos, tendo em vista a aliteração nos poemas de Edda, Wagner escolheu o verso aliterado, pois achava não caber o sistema frágil das rimas. Desenvolveu uma narrativa com unidade e clareza, permitindo ao leitor moderno a imediata compreensão do conteúdo tradicional.

A obra literária de Wagner é extensa: poesias, esboços poéticos, esboços dramáticos, estudos filosóficos e sociológicos, teorias estéticas, crítica de arte, dramas musicais, comentários sobre estes, ensaios histórico-lendários e escritos biográficos, no total de mais de quatro mil páginas.

Um dos primeiros livros que leu sobre o Anel foi a “Deutsche Mytologie”, de Jacob Grimm, fazendo-o empolgar-se pela quase desconhecida mitologia alemã. Há quem diga que Wagner estabeleceu elo entre a figura lendária de Siegfried e a figura histórica de Cristo: “com direitos primordiais, conservou-se no povo alemão a estirpe mais antiga do mundo. Provém de um filho de deus, que entre os seus descendentes mais próximos se chama Siegfried, e Cristo entre os demais povos da terra”.

A aspiração do infinito, através do livre contato com a natureza, identificava-se, naturalmente, com a volta aos tempos antigos, às velhas lendas célticas e germânicas, e às criações espontâneas dos velhos mitos.

O exame acurado de todos os dramas de Wagner, a sua concepção romântica, não pode ser feito num simples resumo, por constituir matéria demasiado extensa, objeto, além do mais, de inúmeros trabalhos, teses e livros publicados, explorando desde a sua infância até os dias de hoje.

Ele leu todas as obras publicadas sobre a mitologia alemã, desde os originais de “Die Edda” (a Edda poética dos deuses alemães, cuja publicação de 2004, de Marixverlag, Thomas Jarzing, Colônia, possui 434 páginas de poemas), do “Codex Regius”, achado em 1643, e que se encontra na biblioteca real de Copenhagem, e desde 1971 com os autógrafos conservados no Instituto de Manuscritos de Reykjavik (Snorri Sturluson, um juiz da Islândia, compilou, no século XIII, as três Eddas: a poética (o falar dos deuses, a poesia dos deuses), a Völsung Saga e a Edda em prosa); de “Das Nibelungen Lied”, um poema épico escrito em alemão medieval por volta de 1.200, havendo um em prosa escrita por volta de 1260-70, em norueguês antigo, (cuja publicação de 2006, pela Heinrisch Hugendubel Verlag, Munique, contém 405 páginas); todos contêm poemas épicos e lendas heroicas, relativos aos deuses germânicos, compreendendo, também, os gigantes, os semideuses, os gnomos e até os vikings.

Justifica-se o esquecimento dos deuses da mitologia germânica, quando da adolescência de Wagner, pela proibição do culto a esses deuses, na época do Sacro Império Romano, de 1618 a 1789, da Nação Germânica (mais de 400 principados e cidades imperiais, seculares e eclesiásticas). O soberano geral era escolhido por sete eleitores designados entre os príncipes alemães. Era oficial, na época, a religião cristã.

Todavia, o nome de deuses alemães é encontrado ainda hoje em designações geográficas de localidades montanhosas, florestas e ilhas. Quarta-feira, em língua anglo-saxão, holandesa, sueca e dinamarquesa, era dedicada ao deus Odin (Wotan). O dia da semana dedicado a Thor era quinta-feira, no germano primitivo, no sueco e no dinamarquês; e a Loki (Loge), deus do fogo, caluniador, gozador do mal, inteligente e matreiro, o sábado. A Fryja (Fricka) era dedicada a sexta-feira.

Outras particularidades escritas na Edda:

  1. Sobre as Valquírias, em número de 9 (nove), descreve:

“Sacudiam-se os cavalos

De suas crinas nos vales profundos

O orvalho escorria,

O granizo nos bosques elevados,

Fertilizando os campos

Para desagrado do meu olhar”;

  1. A profecia da vidente, com concepção do universo, do ciclo de sua formação, e a destruição e o ressurgimento. O deus Odin, cognominado Valfadir, pedira à vidente que transmitisse aos deuses e homens a sabedoria milenar. Reporta-se aos tempos imemoriais, à criação do homem, à existência do primeiro dos gigantes, chamado Ymir. Explica a ausência dos elementos primordiais (mar, terra, pedras, ondas frias, espaço celeste). Descreve a criação da terra pelos filhos de Bur, (seguindo mais ou menos as ideias do gênesis bíblico). Os deuses acorreram à terra e criaram e inventaram tanta coisa que ficaram cansados e tiveram que descansar. Em suas assembleias criaram anões retirando-os do sangue do gigante Brimir e dos ossos do gigante Blain, descendente de Ymir. Os primeiros anões foram Motzognir e Durin. Os primeiros homens foram feitos de terra e habitaram uma pátria de pedra , abandonando-a mais tarde, para seguir vida nômade, atravessando pântanos, vales e desertos. Eram seres bastante primitivos. Um casal de seus descendentes foi encontrado por três deuses na beira do mar, sem vida e sem alma. Odin deu-lhes vida; Hoenir, alma; e Lodur, o calor e as cores vitais. Na estrofe seguinte, a figura do Freixo Yggdrasil, que marcava o centro do mundo e dava o orvalho; no tronco dessa imensa árvore havia uma sala, onde moravam as três virgens sábias, as nornas Urd, Werdandi e Skuld, que teciam em fios de ouro os destinos da humanidade. Houve uma guerra entre os deuses superiores (Asen) e os sábios deuses inferiores (Wanen), na qual Odin investiu contra os adversários e estes lhe puseram abaixo as fortificações. Nova assembleia para descobrirem quem envenenara o ar e quem entregara a noiva de Od à raça dos gigantes. Crimes atribuídos à feiticeira Gulweigg, várias vezes levada à fogueira, mas que ressuscitava. Uma atitude de Thor abalou as relações entre deuses e gigantes, e destes procediam as feiticeiras. Referência às valquírias e suas cavalgadas, à figura tenebrosa do deus Loki, amarrado em um bosque aos monstros Fanrir e Garm, bem como à profecia da destruição da humanidade e do crepúsculo dos deuses. Cena de juízo final. No Poema de Thrym (humorístico, caricato e burlesco), Thor, filho de Odin e de Erda, ao despertar não encontra o seu famoso martelo “Mjolnir”. Grande alvoroço no Asgard, pois os deuses não querem entregar a deusa Freyja ao gigante Thrym, em troca do martelo. No poema de Fafnir, Sigurd e Regin se dirigem à caverna do dragão. O dragão é morto por Sigurd, mas ele lhe transmite a maldição do anel. A conselho de um pássaro, Sigurn mata também Regin e bebe-lhe o sangue, bem como o de Fafnir. A ave conclui mencionando a existência de duas lindas jovens, uma na corte de Gjuki e outra no alto de um rochedo, rodeado de fogo. No Poema de Sigrdrija, de forma igual à história de Siegfried e Brünnhilde, no Anel de Wagner, Brünnhilde transmite a Siegfried as runas da vitória, da cerveja, da proteção, das procelas, da cura, da oratória e do pensamento, e conclui: “oh rei! Longa não será tua vida, pois te ameaça um desafio terrível!”. Na Edda também é descrita a ida de Odin ao Freixo, em busca de sabedoria, deixando um olho como prenda. Foi lá que ele construiu a sua lança, nela colocando, sob runas, os contratos firmados com os demais deuses, tornando-se o rei dos deuses.

  2. O Poema de Helgi refere-se à águia, à caída do céu da água sagrada, às nornas que tecem os fios de ouro do destino, prendendo as pontas em lugares distantes. Fala sobre o viking Hodbrodd, que teve suas tropas totalmente arrasadas em renhida batalha, e que Helgi, ao regressar, é saudado pelas valquírias.

O filho de Sigmund usará a couraça. Aos 15 anos, o príncipe já é um brilhante cavaleiro. Após matar Hunding e seus filhos, em aventuras heroicas, certo dia avista no céu uma cavalgada de virgens, revestidas de couraças vermelhas, empunhando lanças faiscantes, a saírem das nuvens iluminadas em direção da abóbada celeste. Helgi convida uma delas, chamada Sigrun, a acompanhá-lo. Ela se nega, argumentando que seu pai Hogri já a prometeu a outro guerreiro, contra quem o incita a lutar.

A partida da majestosa esquadra é descrita em lindos versos aliterados, com expressivos efeitos poéticos:

“Es sechzten die Riesen, das Eisen Klirrte,

Schild schlug na Schild bei der Schiffer rudern,

Als raschen Fluges, mit Recken bemannt,

Das Koenigs Flottes die krreste verliess.”

Dois outros exemplos, um de rima no final da frase e da  “aliteração” (Stabreim)  dentro de cada frase e no início):

1)Es schlug mein Herz, geschwind zu Pferde!

Es war getan fast eh gedacht.

Der Abend wiegte schon die Erde,

Und den Bäumen hing die Nacht..

(Goethe, Willkommen und Abschied – com a rima utilizada no final de cada linha)

2)Com a técnica de aliteração utilizada na Edda Poética – com as rimas dentro da linha e no começo, como arranque:

Hell lachte  Högni, da sie das Herz ihm schnitten

Keiner Klage gedachte der kühne Helmschmied

Blutig auf der Schüssel brachten sie’s Gunnarn

(Das alte Atli-Lied, Nr. 34, str. 24, em Die Edda)

  1. Na Profecia de Gripir, há cenas heroicas, destacando-se a extinção da estirpe de Hunding, a morte de um dragão, a conquista de fabuloso tesouro, a visita à corte de Gjvki e a aventura amorosa com uma valquíria, que lhe ensinara línguas estrangeiras, a arte de curar e os segredos das runas. Há, na corte de Heimir, uma jovem de rara beleza, chamada Brynhild, por quem se apaixona perdidamente, sob juramentos que não seriam cumpridos.

  2. Através das profecias de uma vidente, é-nos apresentada pelo poeta a concepção germânica do universo, descrevendo todo o ciclo de sua formação, destruição e ressurgimento: o sol ficará escuro, a terra mergulhará no mar, luminosas cairão do céu as estrelas, espargir-se-á o vapor e em chamas quentes. O doador da vida lamberá o espaço. De cima vem o todo poderoso dominador dos exércitos, para o mais alto julgamento.

  3. Em um grupo de seis poemas, os provérbios de Odin: regras de hospedagem; o amor, não se deixando levar pelas promessas e ilusões; as virtudes da oratória; a astúcia em se obter o hidro mel dos poetas; ensinamentos sobre a arte de viver; o sacrifício de si mesmo que, durante nove noites pendurou-se no freixo do mundo, ferido pela própria lança, com o objetivo de iniciar-se nos mistérios das runas, e nove delas lhe foram ensinadas, dando-lhe a chave da sabedoria; menciona a força dos sinais mágicos que, no caso dos deuses ele próprio os criou sobre as runas. “Uma quarta eu conheço, Quando o inimigo amarra meus braços e pernas: Invoco a magia e logo estou livre.”.

Historicamente, os maiores regentes wagnerianos foram aqueles que desenvolveram soluções compulsórias para as dificuldades de regular e estruturar os extensos arcos wagnerianos, ou então para formatar a contribuição orquestral de maneira que ajudasse a criar um discurso dramático convincente.

Quando Richard Wagner conheceu Nietzsche, em 1868, já tinha decorrido mais de 12 anos de seu contato com a filosofia de Schopenhauer. O primeiro documento da amizade entre ambos data de 09/11/1868. No esboço da sua autobiografia, informa que havia terminado a partitura do “O Ouro do Reno”, em 26/09/1854, lendo, somente depois, “O Mundo como Vontade e Representação”. Wagner leu o magnum opus de Schopennhauer, em outubro de 1854. Os dois, porém, nunca se conheceram. Pode-se dizer que o filósofo pessimista deixou de exercer influência na concepção e elaboração da tetralogia; que ele teve independência em face das ideias de Nietzsche (ele e este admiradores de Schopenhauer). Se acompanharmos a evolução demoníaca da degenerescência, que se instalou no cérebro de Nietzsche (ele morreu louco), não estranharemos que mais tarde aquele que escreveu “Wagner em Bayreuth” (v. Zahar Editores, Rio, tradução de Anna Hartmann Cavalcanti, 2009) tenha se tornado grande inimigo de Wagner, pois na verdade chegara a ser inimigo da humanidade inteira.

Siegfried, filho de Wagner e de Cósima, sucedendo a esta na direção do Festspielhaus, apesar de simpático à causa nazista, colocou um galhardete no festival de 1924, na entrada do Festspielhaus: Hier gilt der Kunst (aqui só vale a arte).

No vídeo abaixo, encontra-se uma gravação quase completa da Partitura do Anel do Nibelungo, sem o libreto, com uma orquestra de país da Ásia e regência do consagrado maestro Lorin Maazel.

 

2 Responses to O Anel de Nibelungo

  1. rodrigowww disse:

    Quero ver esta peça completa, desde o início!

  2. Jáder Fonseca Fernandes disse:

    Que texto fascinante. Não foi por acaso que o terrível ditador nazista Adolf Hitler admirava o grandioso Richard Wagner. Sua música imponente e épica.

Comentários

O Anel de Nibelungo